Dados mostram que bolha imobiliária nos EUA chegou ao fim
"Nesta semana, vários indicadores econômicos oferecerão o primeiro indício da atividade nos Estados Unidos no segundo semestre do ano, marcados pelas expectativas de recuperação no mercado imobiliário. Apesar de as hipotecas terem ficado mais baratas, o desemprego elevado e os esforços de alavancagem atrasaram a recuperação do mercado imobiliário desde a crise financeira. Entretanto, esse setor da economia, há muito deprimido, recentemente mostrou alguma luz, e economistas ouvidos pela Dow Jones acreditam que essa recuperação deve se manter.
Economistas preveem que o índice de confiança das construtoras de casas/NAHB, previsto para ser divulgado amanhã, deve ficar em 30, em julho, acima dos 29 registrados mês passado. Esse dado será seguido pela divulgação, na quarta-feira, das construções de moradias iniciadas, cuja expectativa é de aumento para 745 mil em junho, de 708 mil em maio. Por fim, o setor encerra na quinta-feira a divulgação de dados as vendas de moradias usadas, com previsão de alta pelos economistas para 4,65 milhões em junho, de 4,55 milhões em maio.
Os números agora estão convencendo. Quase sete anos depois do estouro da bolha imobiliária, a maioria dos índices registraram melhoras. "Finalmente, é possível ver algum aumento nos preços das residências", comentou David M. Blitzer, presidente do comitê de índices da S&P, após a divulgação do índice de preços de residências S&P/Case-Shiller ter registrado a primeira alta mensal em abril, após sete meses consecutivos de retração.
Em maio, foram vendidas cerca de 10% a mais de residências existentes em relação a igual período do ano anterior, muitas delas compradas por investidores que planejam alugá-las agora para vendê-las mais tarde, um sinal importante e um ponto de inflexão. Além disso, os estoques de residências existentes para vendas caiu para perto do nível normal em seis meses, apesar de todas as hipotecas devidas pelos emprestadores. A fração de residências que estão vagas está em seu menor nível desde 2006.
A redução dos estoques de residências não vendidas é importante, explica Mark Fleming, economista-chefe da empresa de análise de dados, CoreLogic. Nos últimos dois anos, os preços das residências aumentaram no verão para então caírem, o declínio na oferta de residências para venda é a razão para acreditar que isso não vai ocorrer novamente este ano, afirmou Fleming.
Os construtores começaram a construir 26% a mais de casas para famílias em maio de 2012 em relação aos níveis deprimidos de maio de 2011. O estoques de novas residências não vendidas está de volta ao nível de 2005. Em cada um dois quatro trimestres passados, a construção de residências foi acrescentada ao crescimento econômico. No primeiro trimestre, esse estoque respondeu por 0,4% na margem na taxa de crescimento de 1,9%.
"Mesmo com a economia geral desacelerando", afirmaram economistas do Wells Fargo Securities, cautelosamente em nota a clientes, "a recuperação do mercado de construção de residências parece estar ganhando impulso gradual."
O mercado imobiliário ainda está longe de ter se recuperado totalmente, apesar dos esforços do Federal Reserve para ressuscitá-lo ajudando a conter as taxas de hipotecas para extraordinárias baixas: 3,62% para empréstimos de 30 anos, segundo levantamento da Freddie Mac. A construção de unidades residenciais iniciadas, por sua vez, permanece 60% abaixo do ritmo de antes da bolha em 2002. Os ativos dos americanos em residências estão em US$ 2 trilhões, ou 25% menos do que estavam em 2002 e metade do que estiveram no pico. Mais de uma em cada quatro hipotecas ainda continua com o valor muito acima do valor do imóvel, ainda que o aumento nos preços das residências tenha reduzido essa fração lentamente.
A reviravolta no mercado imobiliário é um marco, particularmente bem-vindo em meio à pressão por emprego. Por algum tempo, esse mercado foi considerado uma das causas do enfraquecimento econômico, mas agora ele agora se moveu para o outro lado. "Um pequeno sopro é muito melhor do que um vento contrário", lembrou o economista do Case/Schiller.
A partir de agora, é improvável que o mercado imobiliário possa afundar a economia dos EUA ainda mais. Ao invés disso, esse mercado refletirá o fortalecimento ou enfraquecimento de toda a economia: quanto mais trabalho houver, maior será a confiança na manutenção do emprego e mais os americanos ficarão dispostos a comprar casas. "O setor de manufaturados conduziu o crescimento e o da construção atrasou", afirmaram economistas do JPMorgan na semana passada. "Agora os papeis se inverteram: o crescimento em manufaturados desacelerou e as construções privadas aceleraram."
A grande ameaça é a enorme sombra provocada pelos estoques de residências à venda, casas que os proprietários não puderam colocar no mercado porque suas hipotecas eventualmente serão executadas e casas de propriedade de emprestadores. Essas estão entrando a conta-gotas no mercado devido, em parte, aos esforços do governo para atrasar as execuções, mas que podem inundar o mercado e reverter a recente alta nos preços.
Outra ameaça, é o ainda disfuncional mercado de hipotecas piorar, ou ainda os reguladores excessivamente zelosos, ou as mudanças na política do governo após as eleições que podem perturbar os emprestadores de hipotecas ou os compradores de residências. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Estadão – 17/07/2012
Setor imobiliário realizou 17 fusões no primeiro semestre de 2012
De acordo com pesquisa da KPMG, o número é o mesmo registrado para igual período de 2011
Uma pesquisa da KPMG, rede global de empresas que prestam serviços de Audit, Tax e Advisory, revelou que o número de fusões e aquisições do setor imobiliário continua estável este ano. No primeiro semestre de 2012, foram realizadas 17 fusões e aquisições no setor imobiliário, o mesmo registrado para igual período de 2011.
A Pesquisa de Fusões e Aquisições considerou as negociações anunciadas e concluídas entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2012. O ranking da KPMG reúne 43 segmentos de negócios, que este ano totalizaram 433 operações.
Do total de fusões do setor imobiliário, 11 foram feitas entre empresas domésticas. De acordo com a pesquisa, foi detectada a presença de empresas estrangeiras em somente três operações do tipo CB1. A classificação se trata de empresa de capital majoritário estrangeiro adquirindo, de brasileiros, capital de empresa estabelecida no Brasil.
As outras transações tiveram forte presença de brasileiros, sendo uma do tipo CB2 (empresa de capital majoritário brasileiro adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa no exterior) e duas do tipo CB3 (empresa de capital majoritário brasileiro adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa no Brasil).
Os dados trimestrais, relativos a abril, maio e junho, apresentaram resultado ligeiramente menor do que o trimestre anterior. Foram oito transações, contra nove no início do ano. Em comparação com o segundo trimestre de 2011, a pesquisa apontou melhora: naquele período, foram registradas seis operações imobiliárias.
Fonte: PINIweb – 19/07/2012
As mulheres conquistam o mercado imobiliário
O aumento da presença feminina no mercado imobiliário é uma das características que mais se destaca como mudança no perfil do corretor de imóveis nos últimos tempos. Dos 260 mil profissionais em atividade, 32,7% são do gênero feminino, de acordo com levantamento feito pelo Sistema Cofeci-Creci em 2011. No recenseamento concluído em 2005, a mulher ocupava 21% dos postos em atividade, o que já representava um salto impressionante em relação à década anterior, quando os homens somavam mais de 90% de toda a classe.
Em poucos anos, estatisticamente, elas ampliaram em 50% sua presença entre os inscritos nos Creci’s. A região do país com o maior número de corretoras de imóveis é o Nordeste, onde 40,5% dos profissionais são do sexo feminino. Nesse ranking, a região Norte vem com 40%, a região Sudeste com 32,3%, a região Centro-Oeste com 30% e a região Sul com 29,9%.
De acordo com a diretora de Fiscalização do Creci-CE, Edal Costa, as mulheres são menos envolvidas em casos de exercício ilegal da profissão. “As corretoras de imóveis são mais exigentes, disciplinadas e cuidadosas com a profissão”, diz ela. O diretor nacional de Fiscalização do Sistema Cofeci-Creci, Claudemir Neves, confirma a avaliação. “Temos pouquíssimos problemas de exercício ilegal da profissão com mulheres. Aparentemente, elas se preocupam muito mais com a legalidade da situação”, destaca.
Projeções do Sistema Cofeci-Creci, com base no crescimento da presença feminina na profissão, demonstram que em cinco ou seis anos a categoria irá se dividir igualmente entre os sexos: 50% de mulheres e 50% de homens corretores de imóveis. Em 1995, a presença feminina na categoria era de 8,3%. Em 2005, passou para 21%. Em 2011, as mulheres ocupam 33% desse mercado. O aumento, nos últimos seis anos, foi de aproximadamente 62%.
“As mulheres têm um jeito especial para fazer negócios. Elas são perceptivamente mais aguçadas para identificar o lar. A participação dos corretores nas transações imobiliárias tende a aumentar com a presença feminina no mercado imobiliário. Estamos muito felizes com o crescimento das mulheres na profissão de corretor de imóveis”,finaliza o presidente do Sistema Cofeci-Creci, João Teodoro.
Fonte: Jundiaí Imóveis – 24/07/2012
Poupança sustenta setor imobiliário até 2015, diz Abecip
São Paulo - O aumento no saldo de captações da caderneta de poupança deve sustentar o funding do crédito imobiliário até meados de 2015, ao contrário de previsão anterior, que projetava um limite em 2014, de acordo com Octavio de Lazari Junior, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). "Com o crescimento da captação da poupança e o menor crescimento do volume de financiamentos, o funding vai se estender até 2015", disse.
Segundo Lazari, o aumento no saldo de captações na caderneta, verificado após as mudanças nas regras de remuneração da aplicação, também deu mais tranquilidade para o funding do setor. O presidente da Abecip ainda estimou que a captação da caderneta mantenha o ritmo de alta ao longo do segundo semestre, mesmo com o cenário de redução da taxa básica de juros (Selic). "No segundo semestre, muitas categorias de trabalhadores terão aumento salarial. Com mais dinheiro na mão, também haverá mais dinheiro disponível para aplicação na caderneta", explicou.
Pelas regras do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), 65% dos depósitos da poupança devem ser destinados ao crédito para financiamento de imóveis residenciais. Com a mudança nas regras de remuneração da poupança, em maio, havia preocupação do mercado que os depósitos migrassem para outros investimentos e comprometessem o funding, o que não ocorreu. As novas regras da poupança atrelam o rendimento da poupança ao juro básico da economia sempre que a Selic estiver em 8,5% ao ano ou menos. Em 30 de maio, a taxa caiu exatamente para esse patamar, o que acionou o gatilho. Desde então, os novos depósitos já pagam a remuneração composta de 70% da Selic somada à Taxa Referencial (TR), o que corresponde a pouco mais de 0,48% ao mês. Aplicações antigas recebem juro maior: 0,5% ao mês mais a TR.
CRIs
A emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que também compõem o funding do crédito imobiliário, deve ter uma alta de 10% no segundo semestre de 2012 em relação ao mesmo período de 2011, de acordo com estimativa de Lazari. Segundo ele, o primeiro semestre foi mais fraco para esse mercado devido ao baixo volume de lançamentos de novos projetos imobiliários por parte das incorporadoras. "Isso tornou o crescimento mais limitado", disse, acrescentando que, com o aumento nas captações da poupança, há menor necessidade de outras captações para compor o funding.
Fonte: Veja – 26/07/2012
Mesmo com cenário mais fraco, vale a pena investir no setor imobiliário?
Com valorização de mais de 30% no ano, EzTec e Helbor se destacam em meio ao cenário de desaceleração da economia
SÃO PAULO - Vendas e lançamentos menores, atraso na entrega dos empreendimentos, aumento dos estoques de terreno. A nova temporada de balanço das construtoras do ramo imobiliário tende a reforçar que 2012, de fato, não será marcado por bons resultados - ainda mais porque o segmento vem sendo afetado pelo desaquecimento da economia brasileira desde o final do ano passado.
Ainda assim, é possível lucrar apostando nas ações dessas empresas? Na comparação de desempenho dos papéis listados na bolsa, algumas incorporadoras se destacam positivamente no consolidado de 2012, resgitrando valorização de mais de 30% entre 1º de janeiro e 27 de julho.
Esse é o caso de algumas construtoras menores, como a EzTec (EZTC3) e a Helbor (HBOR3), que acumulam ganhos de 34,9% e 32,9% no ano. "É preciso analisar as opções do mercado e escolher bem para conseguir lucrar neste setor, fortemente afetado pelas incertezas da economia doméstica", apontam os analistas da Coinvalores.
Ainda assim, é um setor de risco. "O acionista precisa ter ciência que o setor imobiliário é muito volátil, pois possui um ciclo de capital muito grande. Os riscos, portanto, são muito mais elevados do que de empresas como as do segmento de energia, por exemplo".
Destaques de alta
São as companhias de menor porte que apresentaram as melhores margens nos últimos balanços (veja quadro abaixo). "Esse segmento ainda possui níveis de vendas e lançamentos elevados, o que significa que os investidores podem esperar resultados acima da média no segundo e terceiro trimestres de empresas como a Eztec e a JSHF, por exemplo", complementam.
Já empresas como Rossi (RSID3), PDG (PDGR3), Gafisa (GFSA3) e Brookfield (BISA3) acumulam fortes quedas de 46,8%, 41,4%, 43,5% e 38,7% em 2012 - até fechamento de 27 de julho.
A equipe da corretora destaca que as construtoras, no geral, estão aguardando sinais de melhora para voltar ao volume de lançamentos do passado. "O foco agora é garantir geração de caixa, pois não há um problema de demanda - ainda bastante reprimida, o que dá muita margem para que o setor cresça no futuro", explica.
Para este ano, contudo, as perspectivas ainda são de manutenção de resultados mais fracos. "A Gafisa e a PDG vem enfrentando problemas de execução de obras e perdas com processos judiciais, mas devem registrar um segundo semestre menos ruim somente por conta da base depreciada de comparação", pondera a Coin Valores.
Confira o desempenho das construtoras no balanço do primeiro trimestre - e na BM&FBovespa - e escolha as melhores opções de investimento para este ano.
|
Empresa
|
Ações na bolsa
em 2012*
|
Lucro Líquido
(em R$ mi)
|
Margem Líquida
|
Margem Ebitda
|
Lançamentos**
|
Vendas contratadas**
|
Estoque (R$ bi)
|
|
EzTec
|
+34,89%
|
78
|
42%
|
40%
|
-68%
|
-36%
|
4,5
|
|
Camargo
Corrêa
|
+34,0%
|
7
|
2%
|
9%
|
51%
|
-53%
|
8,1
|
|
Helbor
|
+32,95%
|
52
|
17%
|
21%
|
295%
|
54%
|
6,7
|
|
JHSF
|
+14,63%
|
50
|
23%
|
33%
|
429%
|
52%
|
10,8
|
|
Even
|
+2,35%
|
54
|
10%
|
15%
|
85%
|
42%
|
5,0
|
|
MRV
|
+1,07%
|
116
|
12%
|
15%
|
-38%
|
-2%
|
18,3
|
|
Cyrela
|
-2,87%
|
118
|
8%
|
13%
|
-25%
|
14%
|
43,4
|
|
Direcional
|
-6,75%
|
51
|
16%
|
17%
|
-36%
|
-24%
|
6,9
|
|
Rodobens
|
-8,25%
|
24
|
10%
|
17%
|
43%
|
-23%
|
7,1
|
|
Trisul
|
-12,63%
|
3
|
2%
|
8%
|
-100%
|
-39%
|
1,2
|
|
Cr2
|
-27,7%
|
-11
|
-33%
|
-19%
|
0%
|
-53%
|
3,0
|
|
Tecnisa
|
-29,74%
|
-11
|
-4%
|
-1%
|
-100%
|
-54%
|
8,2
|
|
Brookfield
|
-38,73%
|
4
|
1%
|
9%
|
-18%
|
25%
|
17,0
|
|
Gafisa
|
-43,45%
|
-32
|
-3%
|
6%
|
-10%
|
-8%
|
16,8
|
|
PDG
|
-41,37%
|
32
|
2%
|
7%
|
-37%
|
5%
|
26,1
|
|
Rossi
|
-45,75%
|
44
|
6%
|
12%
|
-29%
|
-17%
|
21,0
|
|
Média do Setor
|
32
|
6%
|
12%
|
-29%
|
-8%
|
9,8
|
*Até o fechamento do último dia 26 de julho.
**Resultado do 1º trimestre de 2012 em comparação ao mesmo período do ano passado.
Fonte: Balanço das companhias e analistas de mercado
Fonte: InfoMoney – 27/07/2012
IGP-M sobe 1,11% na segunda prévia
O aumento da soja e o reajuste nos preços dos combustíveis puxaram a inflação no atacado na segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de julho, contribuindo para a aceleração do índice principal. O indicador, usado para reajuste de contratos de aluguel, acelerou para 1,11% no período, ante taxa de 0,63% na segunda apuração de junho. Em 12 meses, o aumento é de 6,43%, informou nesta quinta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Na segunda leitura do mês, os preços da soja em grão avançaram 11,04%, enquanto o farelo de soja encareceu 14,41%. O mesmo movimento ocorreu com os combustíveis: a gasolina teve alta de 7,83%, e o óleo diesel subiu 3,94%. Os aumentos mostram que o recente reajuste anunciado pela Petrobras, que entrou em vigor no dia 25 de junho, já foi totalmente assimilado no mercado atacadista.
Assim, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) subiu 1,45%, e as pressões devem se manter até o fechamento do IGP-M de julho, disse o coordenador de análises econômicas do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), Salomão Quadros.
"Mesmo que a soja tenha atingido o pico de alta, o aumento não vai se dissipar tão cedo assim. E a alta dos combustíveis ainda vai aparecer plena no IGP-M fechado de julho", avisou Quadros. "Sem falar que, mais adiante, já há outro reajuste do diesel anunciado, então a pressão vai durar até o fim do mês de julho, um pouco mais." No último dia 12, a Petrobras anunciou um novo reajuste, dessa vez apenas no preço de venda do diesel nas refinarias, de 6%. Como a alta passou a vigorar apenas no dia 16, o impacto ainda não foi captado pelo IGP-M.
Os combustíveis (gasolina e diesel) contribuíram com 0,23 ponto percentual para a inflação no atacado na segunda prévia (16% do IPA-M). Já a soja e seus derivados foram responsáveis por 0,84 ponto percentual da taxa.
Mas outros produtos também tiveram seu peso. De acordo com a FGV, a inflação agropecuária ganhou força no atacado. Os preços dos produtos agrícolas nesse segmento subiram 2,35% na segunda prévia do IGP-M deste mês, em comparação com a alta de 0,26% apurada na segunda prévia de junho.
Os preços dos produtos industriais no atacado, por sua vez, tiveram aumento de 1,13% na atual leitura, em comparação com a alta de 0,80% na segunda medição de preços do mês passado.
Varejo - Com relação ao varejo, os aumentos dos alimentos e a redução na deflação dos transportes puxaram o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) na segunda prévia do IGP-M de julho. O IPC-M avançou 0,23% no segundo decêndio deste mês, após ter registrado variação de 0,14% em igual período de junho. A maior contribuição veio de alimentação (de 0,55% para 0,88%).
Fonte: Jornal do Comercio – 20/07/2012
Isenção de imposto sobre venda de imóveis é aprovada no Senado
Quem vende um imóvel e utiliza o dinheiro para a compra de outro no prazo de um ano estará isento de imposto de renda incidente sobre eventuais ganhos obtidos nas transações, o chamado ganho de capital ou lucro imobiliário. Essa é a essência do relatório do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) ao Projeto de Lei do Senado (PLS nº 21/2009), aprovado por unanimidade e em decisão terminativa nesta terça-feira (08/05) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O projeto segue agora para a Câmara dos Deputados.
Ao duplicar o prazo atual de 180 dias para isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), o senador Eduardo Suplicy explicou que os valores elevados dos imóveis residenciais e o número de pessoas envolvidas tornam a transação, em muitos casos, altamente complexa, não se resolvendo rapidamente. Aumentando o prazo de 180 dias para 365 dias, o mérito do projeto é garantir prazo necessário para que o vendedor do imóvel compre outro nesse período e fique isento do pagamento do imposto de renda sobre os valores.
Um exemplo comum ocorre quando uma pessoa compra um imóvel e depois que os filhos crescem decide vendê-lo. Pagou-se pela casa R$ 30 mil a vinte anos e vendeu por R$ 100 mil, o imposto apenas incidirá sobre a diferença, o ganho de capital de R$ 70 mil, desde que essa pessoa não adquira outro imóvel no período de 365 dias.
“Esse lucro auferido na venda não será tributado se a pessoa física adquirir outra casa em 365 dias e atende uma reivindicação antiga”, afirmou Suplicy.
Fonte: ImobiliNews – 26/07/2012
Quanto custa certificar seu prédio?
O custo da certificação ambiental de edifícios desperta calorosos debates em torno dos percentuais adicionais que, eventualmente, serão alocados. Diversos números são alardeados como prática comum, na faixa de 3% a 10%, sendo a média de 5% amplamente aceita entre empresas e incorporadores. No entanto, para calcular o custo de uma certificação Leed, Aqua, Breeam ou da etiquetagem Procel Edifica, é necessário definir com o que esse custo adicional será comparado.
O uso de um modelo de base incorreto pode mascarar o resultado e sugerir uma decisão errônea. A análise aprofundada permite o diagnóstico das condições reais de projeto planejadas para que, aí sim, seja possível calcular o valor projetado. O intuito é trabalhar com um valor mais concreto, de maneira a permitir uma consistente análise da relação custo/benefício da busca pela certificação.
Na prática, além de custos fixos relacionados à certificação como consultoria, modelagem energética e comissionamento, há outros que podem ou não ser incorporados em função do processo de certificação. Exemplo: incorporadores de um centro de distribuição, sem referências internas anteriores e pressionados pelo cronograma apertado, encontram em informações genéricas que a certificação representará entre 6% e 7% do custo da obra. Preocupados com o resultado financeiro do empreendimento, uma vez que acreditam que o custo adicional não afetará positivamente o valor final de locação, desistem da empreitada.
A decisão não levou em conta que a legislação local já exigia o uso de sistema de tratamento de efluentes. Se tivessem optado pela certificação Leed, somente a reutilização das águas tratadas para a irrigação poderia resultar na obtenção de até 4 pontos nesse quesito. Também desconsideraram que o projeto previa sistema de iluminação natural zenital e o luminotécnico adotava lâmpadas e luminárias de alta eficiência.
Com mais duas ou três descobertas, poderiam ter contabilizado um incremento de custo de apenas 2% a 3 % sobre o inicialmente previsto - o que tornaria viável o processo de certificação e a inserção do empreendimento no nobre mercado de CDs sustentáveis.
A definição precoce ou genérica do custo adicional (ou não) das certificações ambientais deve ser analisada criteriosamente pelos tomadores de decisão. A investigação do status do projeto pode permitir o levantamento de dados reais e propiciar uma condição de análise real do impacto sobre o custo inicial sem a certificação.
Há casos em que as certificações permitem identificar oportunidades de redução do custo de alguns itens, como a substituição do ar condicionado por soluções de ventilação natural, equilibrando o orçamento. Ainda que existam custos fixos, diversos benefícios das certificações devem ser contabilizados, tanto para o usuário final quanto ao incorporador, traduzidos pela eficiência na operação e manutenção do edifício, e na valorização do imóvel - experts comprovam que o sobrepreço de locação varia entre 5% a 10% o metro quadrado.
Muitas vezes, os tomadores de decisão optam por não certificarem o edifício por acreditarem que valores genéricos de incremento de projeto servem de base real para o custo que será incorporado, sacrificando precocemente a continuidade do processo. Entre as consequências relacionadas à percepção de valor do imóvel ao longo de sua vida útil estará o risco sua desvalorização, principalmente se comparado com o da concorrência.
Fonte: Brasil Econômico – 26/07/2012
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